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Mostrando postagens de Junho, 2013

Juventude, Educação e Trabalho

Embora sejam múltiplas as condições dos jovens, a experiência deles no Brasil é ainda marcada pelo percurso tradicional que passa pela educação e pelo trabalho - elementos centrais vividos segundo as desigualdades de idade, gênero e classe.


Desde que seja garantido o acesso à educação, é na escola e na universidade que os jovens passam boa parte do seu tempo. Tempo esse fragmentado entre as múltiplas relações do ensino: Aprendizagem, socialização com os colegas e professores, busca do caminho para a concretização dos próprios sonhos, especialmente quanto ao futuro profissional.

Toda essa vivencia exige da educação muita proximidade da vida real, além da capacidade de assegurar aos estudantes a reflexão sobre o lugar de cada um no mundo como sujeito histórico. A qualidade do ensino, bem como a formação que constrói novas relações humanas baseadas na igualdade e na justiça, também é essencial para o universo escolar.

A escolaridade, somada ao acesso a outros direitos básicos pode determina…

Juventude, cultura e lazer

Nas artes e na cultura, jovens homens e mulheres protagonizam diversas manifestações e linguagens artísticas. Cidades de norte a sul do país são envolvidas diariamente pela criatividade e diversidade cultural da juventude.  É nos espaços e tempos do lazer e da cultura que os jovens convivem entre si e experimentam a riqueza do universo cultural, além de construírem identidades coletivas e individuais.
Trata-se, no entanto, de realidades não acessíveis a toda a juventude. As desigualdades socioeconômicas, ao influenciar a prática e a produção cultural juvenil, limitam o acesso a esses bens e espaços, especialmente no caso dos jovens de baixa renda. As relações de mercado, ao mediar o acesso ao lazer e as artes, exigem do jovem poder aquisitivo para consumir os bens culturais. Tal lógica, além de restringir a noção de cultura, empobrece a capacidade do jovem de criar e construir os seus próprios produtos culturais.
Maiores discriminações sofrem as jovens mulheres, especialmente na partici…

VagaMundos

I Horizontes paralelos, a consequência da estrada até a chegada. No mundo dos entre – tempos o sol te oferece e a lua te seduz. Tão atrativos. Ser e desejar. A fertilidade de possibilidades tão abundante como o infinito da morada dos astros.  II A canção transformada em trilha dos convívios. Ora resido em La Plata (anos platensespelos dourados) ora me encontro na areia, logo ali alterando as luas conforme se aproximam as marés. Rés. Pés. Pisadas passadas. Bosques da Média Idade, meia – calça e o curto corte aos 20 Anos, Kollantais, Kahlos, Beauvoirs. Na beira da Era – Rizomas. Pós - Rizomas.  III Serviço para a desordem. Ninhos de estações. La piel se comparte cuando te miro. Aquecimento global decompondo os galhos e as folhas. É hora de cessar a alternância. Parto. Porto. 


Palavras vagamundas dos primeiros dias de maio de 2013.


A juventude quer viver

A violência, em suas variadas formas, cada vez mais constitui grande preocupação e desafio para toda a sociedade - notadamente nos centros urbanos. No Brasil a realidade não é diferente. Em recente estudo no Consejo Ciudadano para la Seguridad Pública y Justicia Penal no México, 14 cidades brasileiras, entre as quais Maceió (AL) e Vitória (ES), foram indicadas entre as 50 mais violentas do mundo em 2011.

A juventude é a principal faixa da população sujeita a violência (especialmente agressão e extermínio) na realidade urbana. Diariamente jovens são mortos em todos os estados do país - em sua maioria jovens negros e pobres.

A mortalidade juvenil, inserida num modelo de produção e consumo que tende a perpetuar as injustiças socioeconômicas, deve urgentemente ser encarada com a garantia dos direitos básicos à juventude, somada às políticas de enfrentamento da violência.

As pastorais da juventude, comprometidas com a defesa da vida dos jovens, realizam desde 2009, juntamente com …