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Mostrando postagens de Maio, 2013

A realidade da juventude brasileira

Um país imenso, quase um continente. Multiplicidade de realidades de norte a sul do Brasil. Contrastes e desigualdades que também perpassam a vida dos mais de 50 milhões de jovens brasileiros e brasileiras.
A juventude brasileira vai traçando sua trajetória em meio aos desafios que a sociedade apresenta. A busca pela inserção é constante, quando a cidade e o campo vivem intensamente os problemas da exclusão social e econômica. O “medo de sobrar” é cotidiano e os dados registram o desemprego juvenil e a marginalização social vivida na própria carne: milhões de jovens não estudam nem trabalham e quase metade dos desempregados são jovens.
A violência, ao lado da exclusão, também é um tema enfrentado com dramaticidade, afinal a taxa de mortalidade juvenil em decorrência da violência letal é alta. A falta de acesso a outros direitos fundamentais, como a saúde e a cultura, também faz parte da vida da população jovem.
No entanto, mesmo em meio a essa situação preocupante, o otimismo dos jove…

Juventude e Juventudes

O que é juventude? Ou seriam juventudes? Questionamentos como esses são essenciais para compreendermos a experiência juvenil hoje.
Jovens homens e mulheres, após a adolescência, vivem de forma mais intensa o processo de formação social, isto é, sua construção por meio das relações sociais nos espaços em que circulam e a que são expostos – como a família, a escola, o trabalho, ambientes culturais e meios de comunicação. O estabelecimento de tais relações acontece em meio tanto à resistência aos valores que tais espaços carregam quanto à aceitação desses valores.
Além dessas relações, a realidade sociocultural na qual o jovem está inserido e as determinações do sistema econômico – como a necessidade de ter um emprego que garanta a subsistência e o acesso aos vários tipos de consumo – são fundamentais para entender a juventude.
E hoje podemos compreendê-la como a etapa da  vida humana que busca o reconhecimento e a identidade, individual ou coletivamente, em meio às diversas oportunidades d…

Eu deixo e recebo um tanto

Me pego no desapego dos apegos cotidianos. Numa fração de segundos levada para as memórias de infinitos tons que tendem a tornarem-se amareladas. A nostalgia é manchada pelos tons amarelados. O colorido é tão vivo quanto no momento que foi tingido. Mas talvez não mais tão cintilante. Ou seu brilho seria distinto? A intensidade da resplandência sujeita à ação do tempo. Do tempo – passagem e da nossa disposição em ressignificar nossas lembranças.
O compasso melancólico e as cores infindáveis e duradouras. Cores de terra marrom, de terra vermelha desinibida1; de azul claro, de azul escuro2, de azul céu, de azul mar (tão querida Barra do Jucu3, sua Genipabu4!); de um verde tão mais tão vivo5, de outro mais tímido; de lilás corajosa6, de lilás protagonista; de arco-íris.   O belo melancólico e os sussurros de muitas vidas. Escutas que não seguiam a regra dos ponteiros. Conversas de cá, de lá, de bastidores, de quartos. Conversas sérias atravessadas pelos choros. As palavras davam lugar às lá…