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Mostrando postagens de 2012

Violência contra a mulher: uma realidade caxiense

Hoje, 07 de agosto, comemoramos seis anos da vigência da Lei Maria da Penha, lei considerada um marco na luta pelo fim da violência contra a mulher no Brasil, ao tornar crime todo o ato violento seja ele físico, moral, psicológico e sexual contra as mulheres no âmbito das relações domésticas e familiares. Nesta data, queremos propor uma reflexão. Que tal pararmos por um instante e nos perguntarmos: Qual o índice de violência contra a mulher na nossa cidade? Quais medidas protetivas o poder público oferece? Como funciona o atendimento às vítimas de violência doméstica e familiar em Caxias do Sul? Agressões e ameaças contra mulheres são freqüentes em Caxias do Sul: Nos cinco primeiros meses deste ano, 1.072 mulheres pediram proteção judicial contra agressores, segundo matéria do Jornal Pioneiro, em 19/05/2012. Em apenas um final de semana, três crimes contra mulheres por parte de seus maridos/namorados chocaram a cidade: No primeiro, uma mulher foi agredida e teve seu corpo queimado; no s…

105 anos de nascimento de Frida Kahlo, a flor revolucionária de auroras sucessivas

06 de julho de 1907: Em meio à estação de chuvas de verão em Coyoacán, antigo distrito da periferia sudoeste da Cidade do México, nasciaMagdalena Carmen Frida Khalo[1]y Calderon Rivera. Brotava a intensa e irreverente latina- americana Frida Kahlo.
Filha de Guilhermo e Matilde Kahlo, a mexicana que tempos mais tarde se tornaria pintora, traz em seus movimentos, seja nos seus diversos quadros como na sua faiscante vida, generosidades e encantos que teimam a inspirar e inquietar trajetórias de suas/seus amantes espalhados pelo México agora, de coletivos e organizações que desejam o restabelecimento da justiça ou simplesmente de quem em algum momento cruzou-se com a memória de Frida.
Sua vida tecida de intensidades e sentimentos: alegrias e dores; amor e paixões, fascínios e agonias; rupturas e reiventos; desejos de justiça e solidariedade; cores e texturas; sangues e sorrisos; simplicidades e irreverências; ternuras e ironias; aprendizagens e sabedorias; raízes da Pachamama iluminadas p…

Das memórias: Los Hermanos

Há momentos na vida que não bastam ser registrados apenas em fotos, murais de facebook ou na doce memória. É necessário mais. Traduzir em inúmeras palavras me parece ainda ser o melhor caminho. E o show dos Los Hermanos de ontem (12 de maio) em Porto Alegre ressoa ansiosamente pelo registro.

Pré
Ingressos comprados pra noite de ontem ainda no final do ano de 2011 pela amiga Marília (também amante dos Los Hermanos). Até o show muitas manhãs, tardes e noites de escuta dos CDs, especialmente Ventura e Bloco do eu sozinho. Escuta considerada comum, já que o amor pelos cariocas foi (é) regado diariamente durante anos. A primeira vez que escutei Los Hermanos (assim como muito@s) foi através de Ana Júlia. Na época era criança e mal sabia sobre o som deles. Recordo do carnaval infantil que participei em 2000 quando tava na 4ª série e o som que embalou era “Ôôôôh Ana Júliaaaaaaaaaaaahhhh”. Cantava nos berros e com o um dos dedos rasgados, pois havia quebrado um copo horas antes lavando a louça …

Mulheres em movimento na vida política

Uns quantos piquetitos: Frida e sua denúncia da violência contra a mulher

Entre tantos quadros cercados de profundidades e denúncias da realidade de Frida Kahlo, Uns quantos piquetitos(1935) chama a atenção ao retratar uma situação freqüente enfrentada pelas mulheres naquela época e também nos dias de hoje, a violência doméstica. A pintura revela a brutalidade da violência física praticada contra a mulher. A obra é inspirada em uma notícia de um jornal mexicano de 1935, em que um homem bêbado jogou a namorada numa cama e a apunhalou cerca de vinte vezes. Quando questionado pela polícia sobre o crime, o assassinato respondeu que apenas foram umas “facadinhas de nada”. Sensibilizada pelo ocorrido, Frida desenha a cena do crime: o assassino com um punhal ensanguentado na mão e ao seu lado, o corpo nu da mulher marcado pelas facadas; o rastro de sangue está presente na roupa do homem, na vítima, na cama, no chão e alastra até mesmo a moldura da tela. A pintura, manchada de sangue, transborda da tela para a vida de Frida Kahlo. Na mesma época, a pintora mexic…

Trilha Sonora "Frida"