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OrAÇÃO à Insurgente Frida Kahlo

Insurgente Frida Kahlo, transborde de colores nuestras vidas. Que teu desejo vibrante de mudar o mundo, se espalhe entre nós e nos auxilie na sobrevivência em meio à barbárie capitalista. Que tuas experiências amorosas interrogam nossas vivências, marcadas inúmeras vezes, também pelos abusos patriarcais. Daí – nos força, sucessivamente, para romper com o que nos destrói. Que tuas dores convertidas em expressões de liberdade, dizimem as imagens terríveis que tonteiam nossa mente e devastam nossa alma. Revigore em nós os princípios do Bem – Viver para que a utopia prevaleça conosco sempre. Amém, Axé, Auerê
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Inconstância da nossa harmonia. Desarmonia.

De uma tristeza, de um lamento só. Chegou. Mal pisquei os olhos. Se foi, pois decidi: - Vá embora! Decisão tão imediata que não há relógio que aponte o tempo da mágoa que ali brotava, da melancolia que ali surgiu. Como não há teoria que interprete nossos primeiros encontros. Pois bem, era um sábado à noite de abril, do “mês mais longo”, como tu mencionavas. Uma espécie de agosto da primeira metade do calendário. Não era pra estarmos lá. O combinado era outro. Mas aconteceu. Pistas já nos miravam. Minha intuição também já havia me sussurrado que, não se sabe como, findaríamos, a formalidade. - SUSPEITE do inTENSO! Dizia ela. Sempre tão intenso. Para os dois. A tensão, no entanto, foi desigual. A psicologia trata de explicar. As diferenças de gênero e classe problematizam a análise. Naquela noite, a tensão, sim, tão intensamente, tomou conta. E tão rápida, como a velocidade do efeito do álcool no teu corpo. Eu ia te levar para casa. Você não aceitou a segurança das minhas mãos. Uma crianç…
Não lembrava mais que você existia. Não que você estivesse ausente, porém o esquecimento havia tomado conta de mim. Te esqueci pois me furtaram. Embora, você sempre danada, deixava rastos. Não recordava dos teus sonhos, da tua curiosidade com o mundo. Aliás, quando você aparecia de vez em quando, acreditava que você tinha abandonado seus desejos penetrantes e oceânicos. Não conseguia compreender. Tristonha eu ficava. A apatia, da brancura mais pálida, invadia minha vida. Sem você não havia eu. Vagava por noites sem saber onde haviam te escondido. Te procurava, no choro manso, no mesmo choro de quando eu era criança. Me devolvam daquilo que sou feita. Até que um dia, aqueles sinais seus de vida foram a chave para nossa volta. Num cativeiro sujo e assombroso, localizado num atraente bosque, a encontrei, sugada e abatida. O que fizeram com você? O que fizeram conosco? O roubo era muito mais carrancudo do que imaginava. Nosso olhar cúmplice, esperançava mesmo ali, nosso reencontro. Decidi…

Casi 27

Os 27 já estão quase aí. Já não sou mais a mesma quanto tinha 20 anos. Já não mais aquela que viajava enlouquecidamente pelo RS e Brasil, movida pelas pequenas e grandes causas. As pequenas e grandes causas, ah essas ainda me conduzem, percebo que ocupam lugar na minha vida, “na mistura e na contradição que sou e que vivo*”. Certos projetos políticos já me repugnavam pelo sofrimento causado à tantxs e pela minha condição enquanto jovem mulher estudante. A ganância que elege os seus e as suas para sentar-se à mesa do banquete, uma mesa que no seu excesso de fartura torna-se maldita. Enojo ainda mais certos projetos por agora ser professora, por ser trabalhadora (e) do mundo da educação. Haja imunidade (saúde e utopia) no dia a dia para sobreviver à esta selva capitalista! Marcada pela minha vivência, a tarefa de conciliar esperança no meu cotidiano, também espaço do cativeiro desse nocivo sistema do qual faço parte, é árdua. Os medos, os interesses, os desejos, os sonhos, um misto que …

ELLE, tire seu capitalismo e seu colonialismo do nosso caminho!

A Revista ELLE[1] lançou esta semana quatro opções capas de sua edição de dezembro com o tema “Mexeu com uma, mexeu com todas”. Todas com modelos magras (três mulheres brancas e uma negra), acompanhadas de frases feministas: “Meu corpo, minhas regras”, “Vestida ou pelada, quero ser respeitada”, “Meu decote não dá direitos” e “Minha roupa não é um convite”. A repercussão nas redes sociais – entre elogios e críticas – provoca diversos questionamentos: Quais os interesses da“maior revista de moda luxo do mundo” abordar o feminismo (ou parte dele)? Por que a revista, com mais de 25 anos de existência no Brasil, resolve destacar o tema somente agora, uma vez que a auto-organização de mulheres e a produção de conhecimento feminista não foi inventada em 2015? A revista se adapta aos “novos comportamentos” porque deseja a ruptura do patriarcado (e assim do capitalismo e racismo) ou por que se preocupa em manter seu público e assim, a garantia dos lucros? Por que modelos excessivamente magras…

“Mas, por favor, Senhor Sol...”

Saudade tem gosto de vinho tinto ora seco, por vezes nada suave e amanhasse junto da ressaca solar. Percorrem os dias e as papilas gustativas experimentam outros sabores. A preferência por aqueles provocados pelas memórias graciosas. As gostosas lembranças, tão incessantes, desejando ser saciadas pela chegada do reencontro. Aparece a jeitosa nostalgia vestida de repouso. Sua quietude na verdade é inquietação. E sedução. Para o tempo manter o querer... Cá estou continuamente movida pela História – Perrot/Hobsbawm, pela Memória – Latino América, pelo Horizonte – Galeano. E agora a Saudade – Kollontai.

Juventude e Comunicação

Juventude e comunicação; juventude e cultura digital; juventude e mídia livre: tratam-se de associações cada vez mais recorrentes e presentes no cotidiano. Quais são as interações existentes entre a juventude e os diversos meios de comunicação? Como jovens homens e mulheres são retratados na mídia? Estas são indagações fundamentais para compreender a estreita relação da categoria social com o mundo a comunicação.
Protagonista no processo, a juventude hoje é quem mais se utiliza das novas formas de comunicação. Conectada especialmente por meio da internet, promove a interação e a sociabilidade pela troca de conhecimentos e conteúdos, pela divulgação de trabalhos próprios, pelas relações construídas nas redes sociais. Tal realidade demanda do Estado políticas públicas que garantam a inclusão digital e a apropriação das novas mídias.
Quando se consideram os meios de comunicação de massa, no entanto, vê-se que a juventude é alvo de análises genéricas e banalizadas. De um lado, há a imagem d…