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mistérios do sem - fim

profundeza. memórias. alinhavos. o sentido lavrado, do bordado e da terra, agora sabido. olga, frida, maria. água, mar, conchinhas. gérberas e hibiscus, cheiro de grama. molhada.  a materialização do mistério do sem – fim, de cecília meireles.

lá, no horizonte do sem – fim, equilibra-se um astro.
e no astro, um ser, e no ser, um coração.
e no coração, um mundo, e sobre ele, um corpo.
entre o astro e o sem - fim, hermosas y coloridas alas de un pájaro en fiesta y revolución.
Postagens recentes

Correr o mundo, novamente.

Contar sua história, após nosso reencontro em janeiro na lua cheia, tem me aproximado do mistério da minha vida. Coleto os fatos, considero a intuição, vivo, mas suspeito. Suspeito porque estranho. Estranho porque não desejo naturalizar o que te matou no passado, o que nos matou. Não quero experimentar os gestos sutis que ferem a autonomia.

Acostumamos-nos a calar sobre aquilo que gera a ferida. Acostumamos-nos a aceitar pedradas como forma de receber flores em seguida. A autocensura seca nosso íntimo. Seca a abundância do universo em nós. Seca o que fomos, o que somos e o que ainda podemos ser. Estiagem de vida! E eu achando que você experimentava o amor…

Por isso há de atentar às previsões do tempo, às imprevisibilidades das estações.
Há verões, algum e acolá. Cuidado com os verões com jeitos de invernos! Há primaveras e essas… Ah estão tão espalhadas! São aquelas que renascem constantemente em mim, das formas mais imprevistas e inusitadas. São aquelas que também estão detalhadament…

de mim mesma e do mundo

viajar sozinha é como uma renovação dos votos que nunca fui e nem serei de ninguém. sou de mim mesma e do mundo
26 de julho olinda pe

ócio criativo para a (sobre)vivência

esgotamento mental decorrente da vida proletária não é brincadeira sobrevivo ao mundo proletário se contar com um (bom) tempo ócio criativo ou alimento minha criatividade vivenciando, com resistência, a contradição da sobrevivência humana num mundo extremamente mercadológico?

a lua cheia (e) ou você

gosto assim d'ocê ou é a chegada da lua cheia que me inunda? ou é a mistura de você com a lua cheia?

inundada pelo mar

alma golpeada pode ainda abundantemente ser inundada pelo mar. só foi golpeada, pois já transbordava de profundidade.

alquimias chicuas

de tempos em tempos meu processo de alquimia pessoal manifesta-se de forma mais arguciosa. revisito sutilmente em instantes mais de duas décadas e meia, compreendendo os muitos ciclos de me criar recriando. criar recriando a mim, paula, na minha autonomia pessoal. a mim paula enquanto sujeita histórica aqui agora.
tomada pela novidade das últimas leituras apreciadas, tanto de um amontoado de palavras como das leituras de mundo experimentadas e também na conjuntura enredadas, alguns saberes enraízam-se no meu território corpo. sem, porém, envoltos no sufoco da verdade. esses saberes, portanto, ainda que enraizados, movimentam-se. no inesperado da vida. e assim sucessivamente, reaprendo novamente na revisão da minha história.
para tudo isso, porém, golpeada até partirem meu coração. com tristeza, sei, que sem desejar, foram muitos os golpes para olhar para além do véu do sentimento que aprisiona. a sabedoria nasce também, desgraçadamente, da razão golpeada. nasce quando de tão golpeada, r…