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Mostrando postagens de 2017

de mim mesma e do mundo

viajar sozinha é como uma renovação dos votos que nunca fui e nem serei de ninguém. sou de mim mesma e do mundo
26 de julho olinda pe

ócio criativo para a (sobre)vivência

esgotamento mental decorrente da vida proletária não é brincadeira sobrevivo ao mundo proletário se contar com um (bom) tempo ócio criativo ou alimento minha criatividade vivenciando, com resistência, a contradição da sobrevivência humana num mundo extremamente mercadológico?

a lua cheia (e) ou você

gosto assim d'ocê ou é a chegada da lua cheia que me inunda? ou é a mistura de você com a lua cheia?

inundada pelo mar

alma golpeada pode ainda abundantemente ser inundada pelo mar. só foi golpeada, pois já transbordava de profundidade.

alquimias chicuas

de tempos em tempos meu processo de alquimia pessoal manifesta-se de forma mais arguciosa. revisito sutilmente em instantes mais de duas décadas e meia, compreendendo os muitos ciclos de me criar recriando. criar recriando a mim, paula, na minha autonomia pessoal. a mim paula enquanto sujeita histórica aqui agora.
tomada pela novidade das últimas leituras apreciadas, tanto de um amontoado de palavras como das leituras de mundo experimentadas e também na conjuntura enredadas, alguns saberes enraízam-se no meu território corpo. sem, porém, envoltos no sufoco da verdade. esses saberes, portanto, ainda que enraizados, movimentam-se. no inesperado da vida. e assim sucessivamente, reaprendo novamente na revisão da minha história.
para tudo isso, porém, golpeada até partirem meu coração. com tristeza, sei, que sem desejar, foram muitos os golpes para olhar para além do véu do sentimento que aprisiona. a sabedoria nasce também, desgraçadamente, da razão golpeada. nasce quando de tão golpeada, r…

OrAÇÃO à Insurgente Frida Kahlo

Insurgente Frida Kahlo, transborde de colores nuestras vidas. Que teu desejo vibrante de mudar o mundo, se espalhe entre nós e nos auxilie na sobrevivência em meio à barbárie capitalista. Que tuas experiências amorosas interrogam nossas vivências, marcadas inúmeras vezes, também pelos abusos patriarcais. Daí – nos força, sucessivamente, para romper com o que nos destrói. Que tuas dores convertidas em expressões de liberdade, dizimem as imagens terríveis que tonteiam nossa mente e devastam nossa alma. Revigore em nós os princípios do Bem – Viver para que a utopia prevaleça conosco sempre. Amém, Axé, Auerê

Inconstância da nossa harmonia. Desarmonia.

De uma tristeza, de um lamento só. Chegou. Mal pisquei os olhos. Se foi, pois decidi: - Vá embora! Decisão tão imediata que não há relógio que aponte o tempo da mágoa que ali brotava, da melancolia que ali surgiu. Como não há teoria que interprete nossos primeiros encontros. Pois bem, era um sábado à noite de abril, do “mês mais longo”, como tu mencionavas. Uma espécie de agosto da primeira metade do calendário. Não era pra estarmos lá. O combinado era outro. Mas aconteceu. Pistas já nos miravam. Minha intuição também já havia me sussurrado que, não se sabe como, findaríamos, a formalidade. - SUSPEITE do inTENSO! Dizia ela. Sempre tão intenso. Para os dois. A tensão, no entanto, foi desigual. A psicologia trata de explicar. As diferenças de gênero e classe problematizam a análise. Naquela noite, a tensão, sim, tão intensamente, tomou conta. E tão rápida, como a velocidade do efeito do álcool no teu corpo. Eu ia te levar para casa. Você não aceitou a segurança das minhas mãos. Uma crianç…
Não lembrava mais que você existia. Não que você estivesse ausente, porém o esquecimento havia tomado conta de mim. Te esqueci pois me furtaram. Embora, você sempre danada, deixava rastos. Não recordava dos teus sonhos, da tua curiosidade com o mundo. Aliás, quando você aparecia de vez em quando, acreditava que você tinha abandonado seus desejos penetrantes e oceânicos. Não conseguia compreender. Tristonha eu ficava. A apatia, da brancura mais pálida, invadia minha vida. Sem você não havia eu. Vagava por noites sem saber onde haviam te escondido. Te procurava, no choro manso, no mesmo choro de quando eu era criança. Me devolvam daquilo que sou feita. Até que um dia, aqueles sinais seus de vida foram a chave para nossa volta. Num cativeiro sujo e assombroso, localizado num atraente bosque, a encontrei, sugada e abatida. O que fizeram com você? O que fizeram conosco? O roubo era muito mais carrancudo do que imaginava. Nosso olhar cúmplice, esperançava mesmo ali, nosso reencontro. Decidi…