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A realidade da juventude brasileira

Um país imenso, quase um continente. Multiplicidade de realidades de norte a sul do  Brasil . Contrastes e desigualdades que também perpassam a vida dos mais de 50 milhões de jovens brasileiros e brasileiras. Imagem: Semana da Cidadania 2010    A juventude brasileira vai traçando sua trajetória em meio aos desafios que a sociedade apresenta. A busca pela inserção é constante, quando a cidade e o campo vivem intensamente os problemas da exclusão social e econômica. O “medo de sobrar” é cotidiano e os dados registram o desemprego juvenil e a marginalização social vivida na própria carne: milhões de jovens não estudam nem trabalham e quase metade dos desempregados são jovens. A violência, ao lado da exclusão, também é um tema enfrentado com dramaticidade, afinal a taxa de mortalidade juvenil em decorrência da violência letal é alta. A falta de acesso a outros direitos fundamentais, como a saúde e a cultura, também faz parte da vida da população jovem....

Juventude e Juventudes

Imagem: Semana da Cidadania 2010  O que é juventude? Ou seriam juventudes? Questionamentos como esses são essenciais para compreendermos a experiência juvenil hoje. Jovens homens e mulheres, após a adolescência, vivem de forma mais intensa o processo de formação social, isto é, sua construção por meio das relações sociais nos espaços em que circulam e a que são expostos – como a família, a escola, o trabalho, ambientes culturais e meios de comunicação. O estabelecimento de tais relações acontece em meio tanto à resistência aos valores que tais espaços carregam quanto à aceitação desses valores. Além dessas relações, a realidade sociocultural na qual o jovem está inserido e as determinações do sistema econômico – como a necessidade de ter um emprego que garanta a subsistência e o acesso aos vários tipos de consumo – são fundamentais para entender a juventude. E hoje podemos compreendê-la como a etapa da  vida humana que busca o reconhecimento e a...

Eu deixo e recebo um tanto

              Me pego no desapego dos apegos cotidianos. Numa fração de segundos levada para as memórias de infinitos tons que tendem a tornarem-se amareladas. A nostalgia é manchada pelos tons amarelados. O colorido é tão vivo quanto no momento que foi tingido. Mas talvez não mais tão cintilante. Ou seu brilho seria distinto? A intensidade da resplandência sujeita à ação do tempo. Do tempo – passagem e da nossa disposição em ressignificar nossas lembranças. O compasso melancólico e as cores infindáveis e duradouras. Cores de terra marrom, de terra vermelha desinibida 1 ; de azul claro, de azul escuro 2 , de azul céu, de azul mar (tão querida Barra do Jucu 3 , sua Genipabu 4 !); de um verde tão mais tão vivo 5 , de outro mais tímido; de lilás corajosa 6 , de lilás protagonista; de arco-íris.   O belo melancólico e os sussurros de muitas vidas. Escutas que não seguiam a regra dos ponteiros. Conversas de cá, de lá, de bastidores, de quartos. Co...

Algumas linhas sobre a História do Vestuário

1914 Férias da universidade possibilitam a leitura de tantos escritos. Aqueles que a rotina cotidiana faz adiar o desejo de novos (ou já conhecidos) mundos. E há poucas semanas o livro escolhido foi um clássico da História do Vestuário   A roupa e a Moda: uma história concisa   do James Laver. O gosto pela História do Traje se associa à busca pela compreensão do corpo (em especial da mulher) como uma linguagem e a criação sobre ele, seja de imagens, discursos, atributos, formas de admirá-lo, negá-lo, de representá-lo em determinado tempo e espaço. Elementos   alterados através de marcadores sociais e políticos, como a raça, gênero e classe social. Em   A roupa e a Moda: uma história concisa,   Laver descreve os principais momentos,   ao longo da História, do vestuário no(do) mundo ocidental, detalhando suas formas e materiais. O foco no ocidente é explícito. O oriente é apresentado apenas como influência ao traje europeu. Territórios como a Áfric...

Violência contra a mulher: uma realidade caxiense

Hoje, 07 de agosto, comemoramos seis anos da vigência da Lei Maria da Penha, lei considerada um marco na luta pelo fim da violência contra a mulher no Brasil, ao tornar crime todo o ato violento seja ele físico, moral, psicológico e sexual contra as mulheres no âmbito das relações domésticas e familiares. Nesta data, queremos propor uma reflexão. Que tal pararmos por um instante e nos perguntarmos: Qual o índice de violência contra a mulher na nossa cidade? Quais medidas protetivas o poder público oferece? Como funciona o atendimento às vítimas de violência doméstica e familiar em Caxias do Sul? Agressões e ameaças contra mulheres são freqüentes em Caxias do Sul: Nos cinco primeiros meses deste ano, 1.072 mulheres pediram proteção judicial contra agressores, segundo matéria do Jornal Pioneiro , em 19/05/2012. Em apenas um final de semana, três crimes contra mulheres por parte de seus maridos/namorados chocaram a cidade: No primeiro, uma mulher foi agredida e teve seu corpo queim...

105 anos de nascimento de Frida Kahlo, a flor revolucionária de auroras sucessivas

06 de julho de 1907: Em meio à estação de chuvas de verão em Coyoacán, antigo distrito da periferia sudoeste da Cidade do México, nascia Magdalena Carmen Frida Khalo [1] y Calderon Rivera. Brotava a intensa e irreverente latina- americana Frida Kahlo. Filha de Guilhermo e Matilde Kahlo, a mexicana que tempos mais tarde se tornaria pintora, traz em seus movimentos, seja nos seus diversos quadros como na sua faiscante vida, generosidades e encantos que teimam a inspirar e inquietar trajetórias de suas/seus amantes espalhados pelo México agora, de coletivos e organizações que desejam o restabelecimento da justiça ou simplesmente de quem em algum momento cruzou-se com a memória de Frida. Sua vida tecida de intensidades e sentimentos: alegrias e dores; amor e paixões, fascínios e agonias; rupturas e reiventos; desejos de justiça e solidariedade; cores e texturas; sangues e sorrisos; simplicidades e irreverências; ternuras e ironias; aprendizagens e sabedorias; raízes da Pacha...

Das memórias: Los Hermanos

Há momentos na vida que não bastam ser registrados apenas em fotos, murais de facebook ou na doce memória. É necessário mais. Traduzir em inúmeras palavras me parece ainda ser o melhor caminho. E o show dos Los Hermanos de ontem (12 de maio) em Porto Alegre ressoa ansiosamente pelo registro. Pré Ingressos comprados pra noite de ontem ainda no final do ano de 2011 pela amiga Marília (também amante dos Los Hermanos). Até o show muitas manhãs, tardes e noites de escuta dos CDs, especialmente Ventura e Bloco do eu sozinho . Escuta considerada comum, já que o amor pelos cariocas foi (é) regado diariamente durante anos. A primeira vez que escutei Los Hermanos (assim como muito@s) foi através de Ana Júlia . Na época era criança e mal sabia sobre o som deles. Recordo do carnaval infantil que participei em 2000 quando tava na 4ª série e o som que embalou era “ Ôôôôh Ana Júliaaaaaaaaaaaahhhh ”. Cantava nos berros e com o um dos dedos rasgados, pois havia quebrado um copo hora...