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Mostrando postagens com o rótulo Poesia

Das memórias: Los Hermanos

Há momentos na vida que não bastam ser registrados apenas em fotos, murais de facebook ou na doce memória. É necessário mais. Traduzir em inúmeras palavras me parece ainda ser o melhor caminho. E o show dos Los Hermanos de ontem (12 de maio) em Porto Alegre ressoa ansiosamente pelo registro. Pré Ingressos comprados pra noite de ontem ainda no final do ano de 2011 pela amiga Marília (também amante dos Los Hermanos). Até o show muitas manhãs, tardes e noites de escuta dos CDs, especialmente Ventura e Bloco do eu sozinho . Escuta considerada comum, já que o amor pelos cariocas foi (é) regado diariamente durante anos. A primeira vez que escutei Los Hermanos (assim como muito@s) foi através de Ana Júlia . Na época era criança e mal sabia sobre o som deles. Recordo do carnaval infantil que participei em 2000 quando tava na 4ª série e o som que embalou era “ Ôôôôh Ana Júliaaaaaaaaaaaahhhh ”. Cantava nos berros e com o um dos dedos rasgados, pois havia quebrado um copo hora...

Trilha Sonora "Frida"

Além da história de vida e da encantadora fotografia, o que chama também a atenção no filme Frida (2002) é a profunda e provocante trilha sonora. Composto por Elliot Goldenthal (também responsável pela trilha sonora original de Across the Universe – 2007), o conjunto de canções nos leva para as características do México através de instrumentos regionais, bem como para o universo de Frida, marcado pela sua coragem na luta contra seus problemas físicos, seu amor por Diego Rivera e a paixão que tinha em simplesmente viver. Chavela Vargas e Lila Downs são alguns dos nomes que interpretam as canções. Chavela Vargas, que teve um caso amoroso com a própria Frida, canta seus grandes clássicos La Llorona e Paloma negra . Já Lilá Dows, cantora mexicana conhecida também pelas suas críticas ao imperialismo estadunidense, é responsável pelas gravações de Estrella Oscura e Alcoba Azul . Em Burn It Blue canta junto do eterno tropicalista Caetavo Veloso. E atriz intérprete da pintora Salma Haye...

Simone de Beauvoir e Rosa Luxemburgo: poesias irreverentes e radicais

Mês de janeiro é mês de recordar duas irreverentes mulheres que marcaram seus tempos ao enfrentar corajosamente as convenções e o patrulhamento ideológico, e hoje são inspirações para a luta feminista e de Outro Mundo Possível: Simone de Beauvoir e Rosa Luxemburgo. Recontar, mesmo que brevemente essas histórias de experiências femininas, é também afirmar a importância das mulheres na história e romper o silêncio em que estávamos confinadas. Michelle Perrot, conhecida mestra da História das Mulheres, alerta em Minha História das Mulheres : As mulheres ficaram muito tempo sem o relato da história , como se, destinadas à obscuridade de uma inenarrável reprodução, estivessem fora do tempo, ou pelo menos fora do acontecimento (PERROT, 2007, p. 16). Para Perrot uma história sem as mulheres é impossível (p. 13). Assim, nas próximas linhas ao fazer memória da vida dessas destacadas mulheres, iremos contra as definições de histórias e seus agentes já estabelecidos como “verdadeiros...

Brasil, pedaço da Mãe - África

Teu filho negro que aqui chegou Submetido ao trabalho escravo Trabalho maldito Trabalho indigno O chicote o corta Da terra que ficou para trás Rosto escorre Do suor que sofre Uma tal Isabel assinou Liberdade ao negro? Liberto do chicote Mas escravo da fome... Livre para caminhar Mas preso ao sonho Século se passa Negro esta aí! Negro quer Negro faz Negro alcança Negro canta Negro dança Negro trilha a sua história de luta...!