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Mostrando postagens com o rótulo Frida Kahlo

105 anos de nascimento de Frida Kahlo, a flor revolucionária de auroras sucessivas

06 de julho de 1907: Em meio à estação de chuvas de verão em Coyoacán, antigo distrito da periferia sudoeste da Cidade do México, nascia Magdalena Carmen Frida Khalo [1] y Calderon Rivera. Brotava a intensa e irreverente latina- americana Frida Kahlo. Filha de Guilhermo e Matilde Kahlo, a mexicana que tempos mais tarde se tornaria pintora, traz em seus movimentos, seja nos seus diversos quadros como na sua faiscante vida, generosidades e encantos que teimam a inspirar e inquietar trajetórias de suas/seus amantes espalhados pelo México agora, de coletivos e organizações que desejam o restabelecimento da justiça ou simplesmente de quem em algum momento cruzou-se com a memória de Frida. Sua vida tecida de intensidades e sentimentos: alegrias e dores; amor e paixões, fascínios e agonias; rupturas e reiventos; desejos de justiça e solidariedade; cores e texturas; sangues e sorrisos; simplicidades e irreverências; ternuras e ironias; aprendizagens e sabedorias; raízes da Pacha...

Uns quantos piquetitos: Frida e sua denúncia da violência contra a mulher

Entre tantos quadros cercados de profundidades e denúncias da realidade de Frida Kahlo, Uns quantos piquetitos (1935) chama a atenção ao retratar uma situação freqüente enfrentada pelas mulheres naquela época e também nos dias de hoje, a violência doméstica. A pintura revela a brutalidade da violência física praticada contra a mulher. A obra é inspirada em uma notícia de um jornal mexicano de 1935, em que um homem bêbado jogou a namorada numa cama e a apunhalou cerca de vinte vezes. Quando questionado pela polícia sobre o crime, o assassinato respondeu que apenas foram umas “facadinhas de nada”. Sensibilizada pelo ocorrido, Frida desenha a cena do crime: o assassino com um punhal ensanguentado na mão e ao seu lado, o corpo nu da mulher marcado pelas facadas; o rastro de sangue está presente na roupa do homem, na vítima, na cama, no chão e alastra até mesmo a moldura da tela. A pintura, manchada de sangue, transborda da tela para a vida de Frida Kahlo. Na mesma época, a pintora me...

Trilha Sonora "Frida"

Além da história de vida e da encantadora fotografia, o que chama também a atenção no filme Frida (2002) é a profunda e provocante trilha sonora. Composto por Elliot Goldenthal (também responsável pela trilha sonora original de Across the Universe – 2007), o conjunto de canções nos leva para as características do México através de instrumentos regionais, bem como para o universo de Frida, marcado pela sua coragem na luta contra seus problemas físicos, seu amor por Diego Rivera e a paixão que tinha em simplesmente viver. Chavela Vargas e Lila Downs são alguns dos nomes que interpretam as canções. Chavela Vargas, que teve um caso amoroso com a própria Frida, canta seus grandes clássicos La Llorona e Paloma negra . Já Lilá Dows, cantora mexicana conhecida também pelas suas críticas ao imperialismo estadunidense, é responsável pelas gravações de Estrella Oscura e Alcoba Azul . Em Burn It Blue canta junto do eterno tropicalista Caetavo Veloso. E atriz intérprete da pintora Salma Haye...

Frida Kahlo e seu traje: “Ela estava pintando um quadro completo, com cores e formas”

Recordar Magdalena Carmen Frida Khalo y Calderon Rivera é recordar também da sua identidade visual, tão chamativa nas cores e formas aos olhos observadores, como descreve Lucile Blanch na frase acima. A pintora mexicana ao longo da sua vida adotou um traje que a tornou uma mulher espirituosa e extravagante, além de fortalecer sua adesão ao momento cultural que tomou conta de artistas do país na década de 20: retorno à arte mexicana, baseada especialmente nas raízes indígenas. O traje é originário das mulheres do istmo de Tehuantepec (Oaxaca, México), e compreende essencialmente a blusa bordada e a saia comprida. Segundo a história do istmo, as mulheres de Tehuantepec são conhecidas como imponentes, sensuais, inteligentes, corajosas e fortes. Vivem também em uma sociedade matriarcal, onde dirigem, por exemplo, o mercado local. Para Frida, o traje  tehuana tornou-se um elemento tão essencial da sua pessoa, que o pintou sozinho, sem seu corpo, por diversas vezes, como no intrigan...