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Mostrando postagens com o rótulo História

105 anos de nascimento de Frida Kahlo, a flor revolucionária de auroras sucessivas

06 de julho de 1907: Em meio à estação de chuvas de verão em Coyoacán, antigo distrito da periferia sudoeste da Cidade do México, nascia Magdalena Carmen Frida Khalo [1] y Calderon Rivera. Brotava a intensa e irreverente latina- americana Frida Kahlo. Filha de Guilhermo e Matilde Kahlo, a mexicana que tempos mais tarde se tornaria pintora, traz em seus movimentos, seja nos seus diversos quadros como na sua faiscante vida, generosidades e encantos que teimam a inspirar e inquietar trajetórias de suas/seus amantes espalhados pelo México agora, de coletivos e organizações que desejam o restabelecimento da justiça ou simplesmente de quem em algum momento cruzou-se com a memória de Frida. Sua vida tecida de intensidades e sentimentos: alegrias e dores; amor e paixões, fascínios e agonias; rupturas e reiventos; desejos de justiça e solidariedade; cores e texturas; sangues e sorrisos; simplicidades e irreverências; ternuras e ironias; aprendizagens e sabedorias; raízes da Pacha...

Mulheres em movimento na vida política

Mês de Março é mês do Dia Internacional das Mulheres, data para celebrar as iniciativas e conquistas além de intensificar a defesa e afirmação pelos direitos das mulheres em todo o mundo. Data para ecoar ainda mais alto que é necessário extrapolar as relações desiguais rumo à liberdade, à autonomia, à justiça e à paz. E ao celebrar a data simbólica, aprofundamos diversas reivindicações das mulheres e da luta anticapitalista contra as diversas formas de dominação e opressão, como a representatividade feminina na vida política. Seja em movimentos sociais, seja em partidos políticos ou nos poderes executivo, legislativo e judiciário, a ocupação das mulheres nos espaços da cena política vem ganhando cada vez mais atenção. A participação direta nos espaços polítcos cresceu, mesmo que de forma tímida, à medida que a pressão pela paridade de gênero em diversas organizações da sociedade civil e o debate da divisão sexual do trabalho foram intensificados. No Brasil, mulheres urbanas e rur...

Olga Benário: "Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo"

E no mês de fevereiro, a memória é em torno da comunista Olga Gutmann Benário nascida em 1908 na cidade alemã Munique. Sua história de vida é cruzada pela história política da Alemanha e do Brasil, países em que morou durante anos. Sua coragem e dedicação pelo justo, pelo bom e pelo melhor no mundo até hoje são recordados como exemplos e inspirações. A judia, nascida numa família de classe média alta, recebia diariamente em sua casa na Alemanha uma presença especial como costuma brincar: a luta de classes. Seu pai, advogado e social – democrata (mas diferenciado, segundo Olga) era visitado por trabalhadores que pretendiam fazer demandas judiais contra os patrões. Já sua mãe, uma elegante dama da alta sociedade, via com o horror o comunismo. Aos 15 anos, a alemã i ngressa na militância política, através da organização juvenil do Partido Comunista Alemão (KPD), a Liga Juvenil Comunista da Alemanha (KJVD). Anos mais tarde junto do seu então namorado Otto Braun, também militante com...

Simone de Beauvoir e Rosa Luxemburgo: poesias irreverentes e radicais

Mês de janeiro é mês de recordar duas irreverentes mulheres que marcaram seus tempos ao enfrentar corajosamente as convenções e o patrulhamento ideológico, e hoje são inspirações para a luta feminista e de Outro Mundo Possível: Simone de Beauvoir e Rosa Luxemburgo. Recontar, mesmo que brevemente essas histórias de experiências femininas, é também afirmar a importância das mulheres na história e romper o silêncio em que estávamos confinadas. Michelle Perrot, conhecida mestra da História das Mulheres, alerta em Minha História das Mulheres : As mulheres ficaram muito tempo sem o relato da história , como se, destinadas à obscuridade de uma inenarrável reprodução, estivessem fora do tempo, ou pelo menos fora do acontecimento (PERROT, 2007, p. 16). Para Perrot uma história sem as mulheres é impossível (p. 13). Assim, nas próximas linhas ao fazer memória da vida dessas destacadas mulheres, iremos contra as definições de histórias e seus agentes já estabelecidos como “verdadeiros...